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Dé(livre)ance - KMarques

Este blog é o espaço que escolhi para dar a conhecer textos que "escrevem" e "descrevem" um pouco do que vejo e sinto. Gostaria de, através deles, poder sair um pouco de mim e me multiplicar em interpretações, sensações, recriações e reações de outros seres. Ce blog est l´espace que j´ai choisi pour faire connaître quelques textes qui « écrivent » et « décrivent » un peu de ce que je vois et ressens.
KMarques KMarques
Articles : 13
Depuis : 07/04/2010
Categorie : Littérature, BD & Poésie

Articles à découvrir

Enfim sós

Se aqui te escrevo é porque neste espaço te contenho pois só nele me é permitida a idéia imprópria de te conter, condensando-te em cada linha, enredando-te em cada verso de teia tão fina, que sua beleza possa sublimar cada gesto ignóbil meu. aqui não há julgamento. é terra de poesia. faço de ti o que quero, pois aqui tu és o que sai de

Até que o beijo os separe

Não era ele namorado, possível marido, bom companheiro, alma metade. era ser surgido da falta: necessidade dela de preencher o vazio de sua vida, de sublimar uma existência como todas as outras – cansaço dessa imanência humana, vontade que todos temos de transcender. era ele o príncipe encantado que sabemos que não existe e que, justamente

Raiva de poema

Hoje eu esfreguei o corpo com raiva de poema pensando tirar dele a mácula de você e a água correu tinta como a ponta da pena cravada no papel fenda aberta na folha seiva que jorra sob a ducha no corpo molhado de tensão e a minha carne poema trepida de raiva ardente esfregando o seio na espuma do sonho que se perdeu e num lance desesperado pego

Fantasma, às voltas

- por onde andas tu, que pecaste pelo excesso? esvaziaste-te, deste tudo. tola! tudo é sempre excessivo. a justa medida és tu! tola, que andaste às voltas entre o um e o outro, estás agora perdida neste labirinto de ti. o outro que mais um havia e que nunca nele cabia sempre longe, fora de si. descentrados estavam ambos, ó menina tola, tola me

O filho que escrevi

Falei-lhe de um filho como quem fala de um livro folheando páginas de vida histórias desejadas pintei-lhe a capa amálagama de traços partilhados e deixei o título esboçado para pensarmos depois a cada capítulo o rosto se construía tez nítida de sonhos quase que infantis e a obra em rascunho ansiava pelo papel enquanto o amor crescia na pen

Noël glacial

Tandis que le petit jésus s’apprêtait à naître la mort lentement s’étalait sur la terre du prophète. il regardait le ciel à la recherche du père qui contemplait son fils… en oubliant ses fidèles. le premier decès fut celui d’une vie incomplète d’un ventre lache, arbre maigre abattu avec sa sémence encore verte. le deuxième, p

Imigração portuguesa na frança e dupla pertença cultural

Artigo publicado na revista letrônica do ppgl, vol. 5, no 1 (2012), pucrs, sobre tema de mestrado defendido em 2009 na universidade paris 3 - sorbonne nouvelle: imigração portuguesa na frança e dupla pertença cultural: a força da palavra paterna como interdição da cultura de origem no romance poulailler de carlos batista

Inteiro instante

Inteira a mente o corpo inteiramente sente meu gosto meu cheiro intensamente no instante em que teus olhos tocam estas letras como o menino o brinquedo e do encantamento da surpresa feita em olhos, língua, pesamento e emoção louvemos este momento banal de vida surgida em terra de poesia ! por que efêmero, és tu e eu, mas nós ficaremos. não e

Monstros de barro

Estou vivo nesta carne leitosa em dor que de mim escorre feito néctar divino enchendo em poças meu ser no mundo, gota a gota, orvalho rubro e cristalino. devolvo à terra a força emprestada na conexão perfeita sem perdas nem ganhos lei de equilíbrio, morte fato mais humano, mas o mostro narcísico chora a argila quebrada. deste barro vil de qu

Mon prophète

Grands yeux noirs abri d´étincelles qui garde et révèle le jour et la nuit brille d´étole filante tombée sur terre mon âme, ton regard éclaire et ta voix me conduit en moi, je visite ta terre tes cascades et tes déserts ton exil est mon exil ton peuple est mon ami beaux yeux noirs, miroirs du monde, qui racontent des histoires de sages, d